25 de jan. de 2012

A T O

Criar muitas vezes é um ato solitário
escrever, pintar, compor
fotografar, esculpir, ouvir
lapidar ideias

Um ato até egoísta e exigente
que busca pinceladas, vírgulas, ruídos
únicos
em cantos escondidos
nas cicatrizes, nos medos
nas alegrias permitidas
o mostrar sem mostrar

É a presunção de novos olhares
para o que sempre houve
mesmas cores, notas iguais
palavras de sempre

Criar tem um toque de solidão
carente de observadores e colos
ligação silenciosa com tudo em volta
ponte incerta para o lado de fora